Do premiado autor angolano Pepetela, A montanha da água lilás, com ilustrações de Maurício Negro, é um romance juvenil que funciona como uma poderosa fábula sobre consumismo, exploração de recursos e os impactos de nossas escolhas na sociedade. Indicada para leitores a partir de 12 anos, a obra, vencedora do selo Altamente Recomendável da FNLIJ, convida à reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo e o futuro do nosso planeta.
Em A montanha da água lilás, o leitor é transportado para o cotidiano dos lupis, seres que vivem em harmonia em uma montanha isolada. A vida da comunidade é transformada pela descoberta de uma água de cor lilás e perfume adocicado, que rapidamente se torna um produto valioso e cobiçado por seus múltiplos usos. O que parecia uma bênção logo se revela uma maldição, dando início a um ciclo de exploração desenfreada.
Nesta fábula política e atemporal, Pepetela, vencedor do Prêmio Camões, constrói uma crítica contundente ao consumismo e à forma como a ganância pode levar à degradação do meio ambiente e à perda de valores culturais. Conforme a água lilás se esgota, o modo de vida dos lupis se desintegra, revelando as profundas consequências da exploração irresponsável dos recursos naturais.
Com uma linguagem simbólica e envolvente, o livro é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento do pensamento crítico em jovens leitores. A edição conta com prefácio e notas do especialista Benjamin Abdala Junior, que enriquecem a leitura e contextualizam a obra. As ilustrações de Maurício Negro complementam a narrativa, traduzindo visualmente a beleza e a posterior decadência da montanha.
Uma leitura fundamental para quem está formando sua visão de mundo, incentivando o debate sobre sustentabilidade, ética e responsabilidade social. A montanha da água lilás não apenas conta uma história, mas também inspira uma nova geração a refletir sobre suas ações e o impacto que elas têm no coletivo.
Sobre os autores
Pepetela
Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) nasceu em Benguela, em 1941. Licenciado em Sociologia, escritor, guerrilheiro, político e representante do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), foi professor na Universidade Agostinho Neto, em Angola, e presidente da Assembleia Geral da União dos Escritores Angolanos. É autor, entre outras, das seguintes obras de ficção: Muana Puó (1978), Mayombe (1980), Predadores (2005), O Quase Fim do Mundo (2008), Contos de Morte (2008), O Planalto e a Estepe (2009) e O Sombreiro (2011). Em 1997, recebeu o Prêmio Camões, o mais importante prêmio literário da língua portuguesa, pelo conjunto da sua obra.
Maurício Negro
Nasceu em São Paulo, em 1968. Cursou Arquitetura e Urbanismo e é formado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). É ilustrador, escritor e designer. Foi premiado no XX Salão Internacional de Desenho para a Imprensa na categoria Ilustração Editorial, em Porto Alegre, em 2012. No mesmo ano, recebeu o Merit Award, na categoria The Published, da Hiii Illustration International.